quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mariana Ribeiro Ferreira é a nova presidente do Instituto de Segurança Social


A vereadora da Câmara Municipal de Cascais com o pelouro da Acção Social, Mariana Ribeiro Ferreira, vai ser a próxima presidente do Instituto de Segurança Social, disse à Lusa fonte ministerial.
A vice-presidente do CDS-PP foi escolhida para suceder a Edmundo Martinho que saiu da presidência do Instituto da Segurança Social (ISS) a seu pedido para integrar o Observatório da Segurança Social, em Genebra,

Edmundo Martinho, cujo mandato como presidente do ISS terminou a 3 de Maio, ocupará um cargo ao qual tinha concorrido ainda antes das eleições legislativas de 5 de Junho.

A nova presidente do Instituto de Segurança Social, Mariana Ribeiro Ferreira, ocupava até agora o cargo de vereadora da Câmara Municipal de Cascais com o pelouro da Acção Social, Saúde, Voluntariado e Habitação.

A vice-presidência do Instituto da Segurança Social fica a cargo de Miguel Coelho, mestre em Economia e administrador do Montepio que sucede a Luísa Guimarães que, segundo a mesma fonte ministerial, também saiu a seu pedido para integrar a Organização Internacional de Trabalho.

A nova equipa do Instituto de Segurança Social, que deverá entrar em funções até ao final da semana, integra ainda três vogais: Joaquim Caeiro, doutorado em Ciências Sociais e professor no Instituto do Serviço Social de Lisboa, António Rapoula, director da EMEL e Luís Monteiro, antigo administrador da Valorsul e ex-director municipal em Lisboa.

in Público

domingo, 25 de setembro de 2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Agricultura: Reestruturação do ministério permite poupar cinco ME


Clicar no título para ouvir as declarações de Assunção Cristas.

A ministra da Agricultura anunciou que o Governo vai cortar cerca de 30% de toda a estrutrura do ministério, permitindo poupar cerca de 5 milhões de euros com a extinção de direcções e institutos.

TSF

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Eleição da Comissão Política Concelhia dia 13 de Outubro


Ao abrigo das disposições estatutárias e regulamentares, Telmo Correia, presidente da Comissão política Distral de Lisboa do CDS, vem convocar a Assembleia Concelhia de Loures para o dia 13 de Outubro, quinta-feira, das 18h00 às 22h00 horas, no Palácio Marqueses da Praia e do Monforte, Gabinete do Grupo Municipal do CDS-PP, junto à Estrada Nacional 8 (Parque da Cidade), em Loures, com a seguinte ordem de trabalhos:

1 - Eleição da Mesa da assembleia Concelhia;
2 - Eleição da Comissão Política Concelhia
3 - Eleição de quatro delegados à Assembleia Distrital.

Intervenção de Artur Rego acerca da Lei de Bases de Economia Social


O deputado Artur Rego intervém em plenário durante a apresentação do Projecto de Lei que aprova a Lei de Bases de Economia Social.

Clicar no título para ver o vídeo.

domingo, 11 de setembro de 2011

Assunção Cristas atenta ao IVA nos vinhos

A ministra da Agricultura admitiu ontem já ter «conversado e sensibilizado» o seu colega do Ministério das Finanças para a necessidade de ter em atenção o «sector do vinho» nas alterações fiscais que estão a ser estudadas neste momento, nomeadamente em matéria de IVA, pois os viticultores temem que o agravamento da taxa deste imposto venha a prejudicar ainda mais o consumo interno, que já se sentiu no último ano.
in Diário do Minho

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Intervenção de João Almeida sobre actual situação política de Portugal


Em resposta a uma declaração da bancada socialista, o deputado e vice-presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP, João Almeida, intervém sobre actual situação política do país.
Clicar no título para ver o vídeo.

domingo, 4 de setembro de 2011

Mota Soares quer poupar 20 milhões de euros em despesa em 2012

O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, afirmou hoje, em Famões, concelho de Odivelas, que pretende poupar 20 milhões de euros em despesa de administração desta tutela no próximo Orçamento do Estado, em 2012.
O governante falava aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração do novo edifício do Centro Comunitário Paroquial de Famões, construído ao abrigo do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (Pares), com a colaboração da autarquia, e que irá acolher 90 crianças e 60 idosos.

Pedro Mota Soares recordou que, além do corte de 18 dirigentes distritais adjuntos da Segurança Social, vai ainda "reduzir 25 por cento nas chefias a nível distrital e nacional", na sua opinião, "um corte muito significativo".

"Vamos gastar muito menos na máquina da Segurança Social, mas mantendo a mesma qualidade na capacidade de resposta dos serviços", garantiu o governante.

A poupança de 20 milhões de euros, segundo o ministro, será feita em "cortes de dirigentes, de estruturas e muitas despesas de funcionamento".

In Jornal de Negócios

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Chefias na Segurança Social vão ser reduzidas em 25 por cento


O Governo vai reduzir “25 por cento das chefias” na Segurança Social, anunciou o ministro da Solidariedade, Pedro Mota Soares, que prevê com a medida uma poupança anual de seis milhões de euros.
“Queremos ir mais longe dos objectivos que temos nos termos do memorando de entendimento com a troika e, por isso mesmo, queremos reduzir 25 por cento de chefias na Segurança Social”, revelou Mota Soares esta segunda-feira, à margem de uma visita às Festas do Povo em Campo Maior, que ontem assinalou o Dia do Cidadão Sénior.

O ministro lembrou que o Governo já tinha anunciado um plano de redução de estruturas e dirigentes, o qual, no caso do ministério que tutela implicava a extinção dos cargos dos 18 dirigentes distritais adjuntos da Segurança Social.

Essa medida, recordou hoje Pedro Mota Soares, iria garantir uma poupança de “cerca de um milhão de euros”, mas, agora, o ministério quer “ir mais longe”, atingindo uma redução de “25 por cento de chefias” na Segurança Social. A título de exemplo, o ministro revelou que, no caso das estruturas superiores daquele organismo, a redução pode mesmo chegar aos “cerca de 30 por cento”.

Já quanto às estruturas intermédias, indicou também Pedro Mota Soares, o Governo quer “reduzir cerca de 230 postos de chefia”. Esta diminuição de cargos dirigentes não vai implicar, contudo, uma menor atenção em matéria social, fez questão de esclarecer, garantindo que o objectivo é proporcionar “uma resposta social eficaz”.

“Não esquecemos que o mais importante é chegar às pessoas, mas sabemos que, com estas medidas, podemos alocar recursos e, acima de tudo, poupar aos contribuintes, a todos nós, cerca de seis milhões de euros que estão adstritos ao pagamento destes mesmos custos de estrutura”, afirmou.

Questionado pela Agência Lusa sobre quando será concretizada esta redução de chefias, o ministro afiançou que “muito brevemente”, insistindo que não vai afectar “a eficácia de resposta” da Segurança Social. “São medidas que, numa altura em que vivemos um cenário de dificuldades, também têm um sinal, que é dizer que queremos chegar mais e mais rapidamente a quem mais precisa, libertando alguns recursos para que isso possa acontecer”, frisou.

Pedro Mota Soares esclareceu ainda que a diminuição dos cargos dirigentes vai ser feita, “acima de tudo, a nível central”, mas incidirá também em “algumas outras estruturas”.

A Lusa questionou hoje o ministério sobre se já foi escolhido o sucessor de Edmundo Martinho à frente do Instituto de Segurança Social, mas fonte oficial do gabinete do ministro limitou-se a afirmar que esse assunto será tratado “em momento oportuno”.

In Público, por Lusa

CDS-PP reorganiza-se internamente


A proposta de reorganização do CDS-PP, que atribui ao eurodeputado Nuno Melo a representação política e institucional, foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional, que elegeu ainda o novo secretário-geral por 153 votos a favor e três abstenções.
A deliberação para a reorganização interna do partido, proposta por Paulo Portas, foi aprovada por unanimidade, indicou o CDS-PP no final da reunião do Conselho Nacional, que elegeu o vereador na câmara de Lisboa António Carlos Monteiro para o cargo de secretário-geral.

A deliberação aprovada, segundo divulgou o CDS-PP, prevê a delegação de competências do presidente do partido em vários vice-presidentes, com o eurodeputado Nuno Melo a assumir a representação política e institucional dos democratas-cristãos.

O documento atribui ao líder parlamentar, Nuno Magalhães, o pelouro das relações entre partidos políticos, à deputada Teresa Caeiro a coordenação do Gabinete de Estudos e ao eurodeputado Diogo Feio a formação política.

No documento, o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, justifica a delegação de competências nos vice-presidentes com a necessidade de «salvaguardar a afirmação da autonomia do partido».

O facto de o CDS-PP integrar agora o Governo de coligação torna necessário «adequar a organização do partido ao novo ciclo político, às suas exigências e à preservação da identidade e da autonomia do CDS».

A necessidade de salvaguardar a autonomia do CDS-PP no caso de o partido voltar ao Governo já tinha sido antecipada por Paulo Portas, que viu aprovada, em Março passado, uma alteração aos estatutos para criar o cargo de presidente da comissão executiva.

No entanto, a ideia encontrou resistência junto dos conselheiros nacionais na anterior reunião daquele órgão, em Julho, e Paulo Portas admitiu na altura que as mesmas funções poderiam ser asseguradas pelos vice-presidentes.

Lusa/SOL

Governo apresenta medida para aumentar vagas nas creches


O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, visita hoje a Cáritas de Setúbal, onde apresentará alterações à legislação sobre as creches, com o objectivo de aumentar em 20 mil o número de vagas.
Fonte governamental explicou à agência Lusa que o objectivo da portaria a aprovar «é promover uma alteração que aproveite ao máximo a capacidade instalada nas creches, em condições de segurança, permitindo que se estabeleçam condições de funcionamento e instalação, por forma a que se possam acolher mais crianças e aumentar o número de vagas».

O Governo quer «aumentar, assente no critério de 2m2 mínimo por criança, de 8 para 10 o número de vagas para crianças nas salas berçário; de 10 para 14 nas crianças entre o berçário e os 24 meses; e de 15 para 18 nas crianças entre os 24 e os 36 meses».

«Esta alteração aumentará a sustentabilidade financeira das instituições sociais, o que promoverá o terceiro sector enquanto agente empregador – incluindo emprego acima dos 45 anos e de pessoas com deficiência -, promotor da economia local», realçou a fonte.

Esta medida «reforçará ainda - na área das políticas de natalidade e demografia – este importante serviço de apoio às famílias e aumentará a oferta na rede de creches legais e seguras».

«Vinte mil novas vagas» nas creches é quanto as alterações previstas poderão proporcionar, de acordo também com a fonte governamental.

A medida que o ministro Pedro Mota Soares vai expor hoje em Setúbal enquadra-se no Plano de Emergência Social (PES), recentemente apresentado.

Lusa/SOL

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Portas entrega a Rodrigues a representação do partido


Líder regional chamado a novas funções na direcção nacional do CDS/PP

José Manuel Rodrigues passa, a partir de hoje, a ser o representante institucional do CDS/PP ao nível nacional. A nova função do líder do partido na Madeira decorre de uma reorganização interna que o PP vai aprovar hoje à noite, em Conselho Nacional e que se prende com a necessidade de o líder nacional do CDS/PP delegar funções nos seus vice-presidentes devido ao facto de actualmente ser ministro.

A reunião está marcada para logo à noite e desse encontro sairão outras alterações ao nível de funcionamento interno do partido de Paulo Portas. Por exemplo, será nomeado um novo secretário-geral, que passa a ser António Carlos Monteiro, vereador em Lisboa, e um novo coordenador autárquico, Domingos Dotelo.

O facto de Paulo Portas ser agora uma das principais figuras do governo de Passos Coelho, ainda por cima com a pasta dos Negócios Estrangeiros, retira-lhe margem de manobra para as actividades estritamente partidárias, daí a necessidade de uma redistribuição de tarefas pelos vice-presidentes. Essa nova orgânica acaba por ser também um sinal de confiança e mesmo de promoção dos seus mais directos colaboradores, como é o caso do madeirense José Manuel Rodrigues.

Na prática, caberá a Rodrigues representar o partido institucionalmente. Ou seja, quando o PP for chamado para encontros com outros partidos, para assistir a congressos ou outras actividades de forma oficial, caberá a José Manuel Rodrigues desempenhar essa função. Um cargo que acresce a agenda do líder do CDS-PP na Madeira que é também deputado e vice-presidente do PP na Assembleia da República e está comprometido, pelo menos até 9 de Outubro, com a campanha para as eleições legislativas regionais, onde espera manter a tendência de subida eleitoral que vem registando nos últimos actos eleitorais, sobretudo desde que Rodrigues foi eleito deputado em São Bento.

Incentivo à madeira

Além da redistribuição de tarefas, o Conselho Nacional do CDS/PP deverá abordar também as eleições regionais na Madeira. Este órgão directivo do Partido Popular deverá aprovar uma deliberação sobre o próximo acto eleitoral exortando os militantes e simpatizantes a se empenharem ainda mais para um bom resultado eleitoral a 9 de Outubro.

Notícia publicada na edição de 2011-08-29 do DN-Madeira

terça-feira, 23 de agosto de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

CDS-PP quer explicações sobre não cumprimento do estatuto profissional das forças de segurança


Tendo em conta as dúvidas do anterior Governo em relação à sua ilegalidade, o CDS-PP quer que o ministro da Administração Interna explique no Parlamento quais os motivos do não cumprimento do estatuto profissional das forças de segurança.

No seguimento de um requerimento dos grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP, hoje formalizado, sobre a presença dos ministros da Defesa e da Administração Interna no Parlamento com vista ao esclarecimento do congelamento das progressões nas Forças Armadas e de segurança, Nuno Magalhães, presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP adiantou à Agência Lusa que importa apurar o que se passou nos últimos meses relativamente ao não cumprimento do estatuto profissional da PSP e da GNR.

A questão surge após várias notícias que dão conta das dúvidas do anterior Governo em relação à legalidade do estatuto, tendo o ex-ministro das Finanças pedido ao Ministério Público para apurar se existem ou não ilegalidades.

Em declarações à Lusa, Nuno Magalhães afirmou que o actual ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, deve explicar o que se vai passar no futuro, mas também o que se passou no passado.



CDS-PP com Lusa

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Debate quinzenal: Nuno Magalhães questiona Primeiro-ministro sobre actualização de pensões mínimas

Questionado pelo líder parlamentar do CDS-PP, o Primeiro-ministro garantiu hoje que o Governo irá actualizar as pensões mínimas em 2012, como prometido no seu Programa de Governo.
Ver em:
http://vimeo.com/27052413

terça-feira, 26 de julho de 2011

Nuno Magalhães

Hoje: RTP N após o Telejornal das 21h00

terça-feira, 28 de junho de 2011

Novo Governo: CDS indicou sete secretários de Estado e uma subsecretária


O CDS indicou oito nomes na lista dos secretários de Estado do XIX Governo Constitucional, - sete secretários de Estado e uma subsecretária.

Vânia Dias da Silva, subsecretária de Estado Adjunta do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, vai trabalhar na Presidência do Conselho de Ministros (PCM) mas, apesar disso, reporta directamente a Paulo Portas

Cecília Meireles, deputada eleita pelo Porto, será a Secretária de Estado do Turismo. Já Filipe Lobo d'Ávila, vai ser Secretário de Estado da Administração Interna. E João Casanova de Almeida, especialista em administração escolar, será secretário de Estado do Ensino.

Daniel Campelo, engenheiro agrónomo, ex-presidente da câmara de Ponte de Lima vai assumir a secretaria de Estado de Assunção Cristas, tutelando as Florestas e Desenvolvimento Rural. Assunção Cristas indicou ainda outro secretário de Estado, Diogo Santiago Albuquerque, para a Agricultura. Estava na Comissão Europeia, onde trabalhava na reforma da PAC.

Já conhecidas eram as indicações dos dirigentes do CDS Miguel Morais Leitão (Negócios Estrangeiros) e Paulo Núncio (Assuntos Fiscais).

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Novo Governo: Mota Soares, das «camadas jovens» para a Segurança Social


Pedro Mota Soares é o chamado produto das «camadas jovens» do CDS, a Juventude Centrista. Salta agora para a ribalta como ministro da Solidariedade e da Segurança Social, depois de na última legislatura ter sido líder da bancada parlamentar do seu partido.

Luís Pedro Russo da Mota Soares, advogado de 37 anos, conta já com dez anos de deputado. Casado e pai de dois filhos, deu nas vistas nos último dias não só por fazer parte da equipa negocial com o PSD, mas também por ter surgido na sede social-democrata com a sua Vespa.

Pós-graduado em Direito do Trabalho e assistente universitário na Faculdade de Direito da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, foi líder da juventude centrista entre 1996 e 1999. Foi secretário-geral do CDS-PP entre 2002 e 2005.
in TVI

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Texto integral do Acordo Político "Maioria para a Mudança" que subscrevi em nome do CDS


ACORDO POLÍTICO DE COLABORAÇÃO ENTRE O PSD E O CDS/PP PARA O ESTABELECIMENTO DE UM PROJECTO POLÍTICO DE LEGISLATURA

Portugal está hoje confrontado com uma situação extremamente delicada, caracterizada por uma profunda debilidade económico-financeira que nos obrigou a recorrer, pela primeira vez em mais de três décadas, à ajuda externa. Uma debilidade económico-financeira que se projecta, de forma dramática, na degradação das condições de vida da generalidade dos Portugueses e que está inclusive a pôr em causa o desempenho, pelo Estado, das suas responsabilidades indelegáveis de protecção dos mais desfavorecidos e daqueles que se encontram numa situação de maior debilidade, bem como a promoção da igualdade de oportunidades e da mobilidade social.

As eleições legislativas do passado dia 5 de Junho representaram, porém, o surgimento de um novo horizonte de esperança. Porque deram nota, clara e inequívoca, da vontade dos nossos compatriotas de não se resignarem. Porque os seus resultados traduzem um claro desejo de mudança. E, sobretudo, porque tornaram patente que existem soluções, credíveis e claras, para retirar o País do actual estado de coisas e para o recolocar na senda do progresso e do desenvolvimento.

Enquanto representantes e intérpretes privilegiados da vontade popular, constitui dever de responsabilidade dos responsáveis políticos – de todos eles – retirar as indispensáveis ilações da vontade popular então expressa. E fazê-lo com sentido de responsabilidade e tendo em mente o objectivo primeiro para cuja realização lhes compete trabalhar: a defesa do interesse de Portugal e dos Portugueses.

Os desafios com que estamos confrontados são complexos e pesados. E os tempos que vivemos são, por isso mesmo, de exigência e de responsabilidade. Porque, mais do que mudar de políticas, o que está em causa é mudar o próprio modelo de desenvolvimento económico e social do País.

É possível, e é necessário, governar de forma diferente e, sobretudo, governar melhor. Para o conseguir, porém, é indispensável delinear uma solução política que não se traduza num mero arranjo de conveniência, preocupado apenas com a ocupação de lugares no poder, mas que seja tradução de um projecto coerente para mudar Portugal, para melhorar, de modo sustentado, as condições de vida dos nossos compatriotas e para voltar a colocar Portugal numa rota de convergência com os nossos parceiros europeus, de cooperação estreita com os Países de Língua Oficial Portuguesa e de renovado prestígio na comunidade internacional.

Assim, o PSD e o CDS/PP:

• Atenta a absoluta necessidade de dotar o País de um Executivo que assegure, com coerência e estabilidade, a condução dos assuntos da governação pelo período da XII Legislatura da Assembleia da República;

• Fiéis aos valores que os orientam, nomeadamente a preocupação central com a pessoa humana e a sua dignidade, aos princípios que definem a identidade de cada partido e ao percurso histórico que os caracteriza;

• Interpretando os resultados das eleições legislativas de 5 de Junho de 2011, das quais resultou uma maioria parlamentar dos dois partidos, correspondendo a uma maioria social de votantes superior a 50%;

• Tendo em conta o apelo, feito pelo Senhor Presidente da República, para que seja encontrada, no novo quadro parlamentar, uma solução governativa que disponha de apoio maioritário e consistente, subscrevem o presente Acordo Político de Colaboração para o Estabelecimento de um Projecto Político de Legislatura, que se consubstancia nas seguintes regras:

I. FORMAÇÃO E ORIENTAÇÃO PROGRAMÁTICA DO GOVERNO

1. O PSD e o CDS/PP reconhecem a absoluta necessidade de dotar Portugal de um Governo maioritário de coligação, condição primeira para fazer sair o País da crise actual e para criar as condições indispensáveis ao cumprimento dos compromissos estabelecidos com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional.

2. Para tal efeito, será constituído um Governo de coligação entre os dois partidos, sob a liderança do Presidente da Comissão Política Nacional do PSD e Primeiro-Ministro indigitado, Dr. Pedro Passos Coelho, ao qual cabe, nos termos constitucionais, a responsabilidade pela constituição do Governo.

3. Embora sustentado no apoio parlamentar dos dois partidos subscritores, o Governo terá a preocupação de alargar a sua base de apoio, para isso estabelecendo o indispensável diálogo com personalidades, organizações e instituições da sociedade civil, que se revejam no propósito de mudança que aquele visa protagonizar.

4. A criação das condições de confiança, tanto junto dos portugueses como dos nossos parceiros internacionais, requer absolutamente que o nosso País tenha um Governo de Legislatura. Nessa medida, o PSD e o CDS/PP comprometem-se, através das respectivas direcções políticas e dos seus órgãos próprios, a empreender todos os esforços com vista a garantir a estabilidade e a continuidade desse Governo.

5. O Governo de coligação terá como preocupação fundamental da sua actuação ao longo da legislatura a realização dos seguintes objectivos:

a) Gerir e resolver a grave situação financeira, assumindo os custos e as condicionantes inerentes. Para o efeito, o Governo compromete-se com a execução de um Plano de Estabilização Financeira e de um Plano de Emergência Social que proteja os mais vulneráveis, bem como com o cumprimento dos termos do Memorando de Políticas Económicas e Financeiras acordado entre o Governo Português, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Queremos reconstruir a confiança da comunidade internacional em Portugal e acautelar o prestígio do nosso país no processo de construção europeia e no quadro da Lusofonia;

b) Criar condições para acelerar a retoma do crescimento económico e a geração de emprego, com vista à melhoria das condições de vida dos cidadãos, apostando na valorização do trabalho e repondo a mobilidade social, especialmente para os mais jovens. O Governo promoverá o aumento da produtividade e da competitividade como via para o crescimento económico sustentado e para a criação de emprego, tornando-se um factor de segurança para os Portugueses.

c) Garantir o Estado Social através da criação de condições para a sua sustentabilidade económica, financeira e inter-geracional, evitando a exclusão social, assegurando uma mais justa repartição dos sacrifícios, mediante uma ética social na austeridade que proteja em particular os grupos mais frágeis da sociedade, nomeadamente os pensionistas com pensões mais degradadas.

d) Iniciar as transformações estruturais necessárias para um crescimento sustentável a todos os níveis: travar e reduzir o endividamento do Estado e diminuir a sua despesa, nomeadamente através da redução de estruturas e dirigentes em todos os níveis do Estado e do seu sector empresarial; assegurar o reforço da independência e da autoridade do Estado, garantindo a não partidarização das estruturas e empresas da Administração e assegurando uma cultura de mérito, excelência e rigor em todas, com enfoque na qualidade dos serviços prestados ao cidadão.

e) Abrir um novo horizonte de futuro à juventude, preparando-a para a empregabilidade e a competitividade na nova sociedade do conhecimento, actuando sobre a qualidade e a exigência do sistema de ensino com promoção do mérito, do esforço e da avaliação; e desenvolvendo a ciência, a tecnologia, a inovação, o ensino técnico-profissional e a formação contínua no mundo empresarial.

f) Aumentar a poupança, reduzir o endividamento externo, exportar mais e melhor e depender menos das importações, através de políticas adequadas de ajustamento macroeconómico e reforçando a inovação, o empreendedorismo, a acção externa coerente e uma nova política energética. Acreditamos no papel insubstituível da iniciativa privada, pelo que daremos atenção especial às PME e adoptaremos políticas que contribuam para o aumento da sua produtividade e competitividade. O Governo valorizará os novos sectores estratégicos, designadamente os que têm maior impacto nos bens transaccionáveis, dando a devida prioridade à agricultura e florestas, à economia do mar e das pescas, ao turismo e à cultura, promovendo uma política de proteção ambiental e um desenvolvimento sustentado do território, sem descurar todos os restantes sectores que contribuam para o aumento da capacidade exportadora, que será crítica no curto e médio prazo para a criação de postos de trabalho e para o aumento do rendimento.

g) Remover bloqueios e constrangimentos à recuperação económica, com especial destaque para as seguintes reformas: da concorrência e dos respectivos reguladores; do mercado de trabalho, viabilizando a empregabilidade e a contratação; do mercado de arrendamento, promovendo a mobilidade, a reabilitação urbana e a diminuição do endividamento das famílias; do sistema fiscal, valorizando nomeadamente o trabalho, a família e a poupança; da Segurança Social, garantindo a sua sustentabilidade, a solidariedade inter-geracional e a progressiva liberdade de escolha, nomeadamente dos mais jovens.

h) Reformar a justiça, tendo em vista a obtenção de decisões mais rápidas e com qualidade, tornando-a num estímulo ao desenvolvimento económico e ao investimento. Será prioridade do próximo Governo a recuperação da credibilidade, eficácia e responsabilização do sistema judicial e o combate à corrupção.

i) Promover o desenvolvimento humano e social, qualificando os portugueses para a era da globalização onde o conhecimento terá uma importância acrescida. O Governo defenderá a humanização da prestação de cuidados de saúde e a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. O Governo reconhece a importância da economia social e pugnará pela máxima utilização da capacidade instalada, nomeadamente nos sectores da educação, saúde e solidariedade.

j) Garantir a condição primeira do exercício da liberdade, que é a segurança dos cidadãos, nomeadamente através do reforço da motivação das forças de segurança e da sua eficácia operacional.

6. A realização desses objectivos centrais será feita em obediência às orientações traçadas no “Acordo relativo às Bases Programáticas do Governo de Coligação”.

7. Os partidos signatários assumem, desde já, que o acordo referido no ponto anterior constituirá o fundamento do programa do Governo a apresentar à Assembleia da República.

II. COLABORAÇÃO NO PLANO PARLAMENTAR

1. Por forma a garantir, permanentemente, a coerência e a estabilidade do projecto político que o Governo de coligação corporiza, o PSD e o CDS/PP, no respeito pela identidade própria de cada um, assumem o princípio de colaboração activa no apoio, em sede parlamentar, à sua actuação, seja no que toca às orientações estratégicas por ele delineadas, seja no que respeita às medidas concretas por ele propostas.

2. Para isso, os partidos signatários comprometem-se a votar solidariamente, em sede parlamentar, designadamente, as seguintes questões:

a) Programa do Governo;

b) Moções de confiança e de censura;

c) Orçamentos, grandes opções do plano e iniciativas de suporte ao Programa de Estabilidade e Crescimento;

d) Medidas de concretização dos compromissos constantes dos entendimentos celebrados com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional;

e) Propostas de lei oriundas do Governo;

f) Actos parlamentares que requeiram maioria absoluta ou qualificada, incluindo projectos de revisão constitucional;

g) Propostas de referendo nacional;

h) Eleições dos órgãos internos da Assembleia da República, com excepção da do Presidente da Assembleia, em que os Partidos têm compromissos prévios, ou dos órgãos a ela externos em que deva fazer representar-se, assegurando uma adequada representação de ambos.

3. A listagem prevista no ponto anterior é exemplificativa, devendo a concertação entre ambos os partidos estender-se a outras matérias ou questões, sempre que tal for considerado conveniente, após consultas prévias entre as direcções dos respectivos Grupos Parlamentares.

4. No âmbito da actuação parlamentar, o PSD e o CDS/PP comprometem-se ainda a:

a) Garantir a informação e consulta prévias em todas as iniciativas legislativas da responsabilidade de qualquer dos partidos;

b) Apresentar, em termos e prazos a definir, um projecto conjunto de revisão constitucional, sem prejuízo da existência de ante-projectos próprios. No âmbito desse projecto conjunto, deverão merecer especial atenção, entre outros, os temas relacionados com a reforma do sistema político, do sistema judicial e dos órgãos de regulação, bem como, ainda, a problemática da limitação do endividamento público;

c) Abster-se de apresentar qualquer iniciativa parlamentar que colida com a actividade do Governo;

d) Desenvolver os melhores esforços no sentido de procurar viabilizar as iniciativas parlamentares de cada um dos partidos.

5. A concertação na actividade em sede parlamentar será assegurada por via de uma estrita e permanente articulação entre as Direcções dos respectivos Grupos Parlamentares e da realização, sempre que tal for considerado adequado, de reuniões conjuntas desses Grupos.

III. COLABORAÇÃO POLÍTICA EXTRA-PARLAMENTAR

1. Reconhecendo a necessidade de a coerência e estabilidade do seu projecto político conjunto ser assegurada a todos os níveis, o PSD e o CDS/PP assumem que a colaboração mútua deve abranger, ainda:

a) No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna;

b) A troca de informações e a consulta mútua no que respeita a actos eleitorais que venham a ocorrer no decurso da vigência do presente Acordo.

2. Sem prejuízo do disposto no ponto anterior, a decisão sobre matérias relativas às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira respeitará a autonomia estatutária dos órgãos regionais de ambos os partidos.

IV. DISPOSIÇÕES FINAIS

1. O presente Acordo entra em vigor na data da sua assinatura e vigorará por todo o período da XII Legislatura da Assembleia da República.

2. O presente Acordo é celebrado num espírito de colaboração empenhada, permanente, leal e franca e em obediência a um propósito único: a promoção do interesse nacional